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Missão Nova Visão, Levando LUZ onde se encontra escuridão !

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

23 de Setembro - São Padre Pio


 “Oh Jesus, meu suspiro e minha vida, peço-te que faça de mim um sacerdote santo e uma vítima perfeita”, escreveu uma vez São Pio da Pietrelcina, cuja festa se celebra hoje. Sua oração foi escutada e lhe foi concedido o dom dos estigmas.

Durante sua vida, Deus o dotou de muitos dons, como o discernimento extraordinário que lhe permitiu ler os corações e as consciências. Por isso, muitos fiéis iam se confessar com ele.

Outros dons foram o da profecia para poder anunciar eventos do futuro, as curas milagrosas com a oração, a bilocação, que lhe permitiu estar em dois lugares ao mesmo tempo, e o perfume que exala das chagas dos estigmas.

Padre Pio nasceu em Pietrelcina, Itália, em 25 de maio de 1887. Seu nome era Francisco Forgione e tomou o nome de Frei Pio da Pietrelcina em honra a São Pio V, quando recebeu o hábito de Franciscano.


Aos cinco anos, apareceu-lhe o Sagrado Coração do Jesus, que posou sua mão sobre a cabeça do menino. O pequeno, por sua vez, prometeu a São Francisco que seria um fiel seguidor dele. Desde então, sua vida ficou marcada e começou a ter aparições da Santíssima Virgem.

Preferia passar o tempo em oração e estudo porque entendia o sacrifício que seus pais faziam para que recebesse uma boa formação.

Aos 15 anos, decidiu ingressar na Ordem Franciscana de Morcone e teve visões do Senhor em que lhe mostrou as lutas que teria que passar contra o demônio. “Eu estarei te protegendo, te ajudando, sempre a seu lado até o fim do mundo”, disse-lhe Jesus Cristo.

Em 10 de agosto de 1910, foi ordenado sacerdote. Pouco tempo depois voltaram as febres e as dores que o afligiam. Então, foi enviado a Pietrelcina para que restabelecesse sua saúde.

Em 1916, visitou o Mosteiro de São Giovanni Rotondo. O Padre Provincial, ao ver que sua saúde tinha melhorado, mandou-lhe retornar a esse convento onde recebeu a graça dos estigmas.

“Era a manhã de 20 de setembro de 1918. Eu estava no coro fazendo a oração de ação de graças da Missa… me apareceu Cristo que sangrava por toda parte. De seu corpo chagado saíam raios de luz que mais pareciam flechas que me feriam os pés, as mãos e o lado”, descreveu Padre Pio a seu diretor espiritual.

“Quando voltei a mim, encontrei-me no chão e com chagas. As mãos, os pés e o lado sangravam e me doíam até me fazer perder todas as forças para me levantar. Sentia-me morrer, e teria morrido se o Senhor não tivesse vindo me sustentar o coração que sentia palpitar fortemente em meu peito. Arrastei-me até a cela. Recostei-me e rezei, olhei outra vez minhas chagas e chorei, elevando hinos de agradecimento a Deus”, acrescentou.

Certo dia, uma avó lhe levou a sua neta chamada Gema, que tinha nascido sem pupilas. Padre Pio a abençoou e fez o sinal da cruz sobre seus olhos. A menina recuperou a vista, sem necessidade de ter pupilas. Mais adiante, Gema ingressou na vida religiosa.

Em 9 de janeiro de 1940, animou seus grandes amigos espirituais a fundar um hospital que se chamaria “Casa Alívio do Sofrimento”, a qual foi inaugurada em 5 de maio de 1956, com a finalidade de curar as doenças físicas e espirituais.

Segundo fontes que não se puderam confirmar, São João Paulo II sendo um jovem sacerdote visitava Padre Pio para confessar-se e, em uma dessas ocasiões, estando em transe, disse ao futuro Supremo Pontífice: “Vais ser Papa”.

Padre Pio retornou à Casa do Pai em 23 de setembro de 1968, enquanto murmurava: “Jesus, Maria!”.

São João Paulo II, durante sua canonização em 16 de junho de 2002, disse: “Oração e caridade, esta é uma síntese extremamente concreta do ensinamento de Padre Pio, que hoje volta a propor todos”.

 

Fonte: https://www.acidigital.com

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Papa Francisco: voltem à Missa, a Eucaristia é real, não virtual

 

“Voltemos com alegria à Eucaristia!” é o título do texto que instrui os bispos do mundo sobre a celebração da liturgia durante e após a pandemia de Covid-19


 
O Papa Francisco convidou a retornar à “normalidade da vida cristã” voltando às igrejas para participar da missa, respeitando as medidas sanitárias para evitar o risco de contágio da Covid-19.

Durante uma audiência privada de 3 de setembro no Vaticano, o Papa autorizou o cardeal Robert Sarah a enviar uma carta às conferências episcopais do mundo, na qual exortava com urgência a que os fiéis voltassem para participar fisicamente da Eucaristia.

Na carta, o prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos afirma que nenhuma transmissão ou streaming virtual é comparável à participação pessoal na Missa nem pode substituí-la.

Neste sentido, o purpurado esclareceu que “embora os meios de comunicação prestem um valioso serviço aos enfermos e aos que não podem ir à igreja, e tenham prestado um grande serviço“ na transmissão da missa ”num momento em que não era possível festejar comunitariamente, nenhuma transmissão se compara à participação pessoal nem pode substituí-la”.

“Voltemos com alegria à Eucaristia!” é o título do texto que instrui os bispos do mundo sobre a celebração da liturgia durante e após a pandemia de Covid-19, noticiou o Vatican News.

O cardeal Sarah destaca que a igreja é o lugar “onde os fiéis” podem “se reconhecer como uma comunidade de Deus”. Por isso, “a casa do Senhor pressupõe a presença da família dos filhos de Deus”.

O cardeal explica que a comunidade cristã “nunca fez da Igreja uma cidade de portas fechadas”. Formados no valor da vida comunitária e na busca do bem comum, os cristãos sempre buscaram a inserção na sociedade.

“Mesmo na emergência da pandemia, surgiu um grande sentido de responsabilidade: ouvindo e colaborando com autoridades civis e especialistas”, os líderes da Igreja Católica, os bispos “estavam prontos para tomar decisões difíceis e dolorosas, até a suspensão participação prolongada dos fiéis na celebração da Eucaristia.”

O cardeal Sarah afirma que é urgente voltar à celebração da Eucaristia. E alerta que a mera transmissão virtual da Missa corre “o risco de nos distanciarmos de um encontro pessoal e íntimo com o Deus encarnado que se doou a nós não de forma virtual, mas na realidade, dizendo: ‘Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele’ (Jo 6, 56)”.

Eis a íntegra da carta, publicada no site da Conferência Episcopal Portuguesa.

* * *

CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS – Prot. n. 432/20

Carta aos Presidentes das Conferências Episcopais da Igreja Católica sobre a celebração da liturgia durante e após a pandemia da COVID-19

 

A pandemia devida ao vírus COVID-19 produziu mutações não só nas dinâmicas sociais, familiares, económicas, formativas e laborais, mas também na vida da comunidade cristã, incluindo a dimensão litúrgica. Para impedir o contágio do vírus tornou-se necessário um rígido distanciamento social que teve repercussões sobre um aspeto fundamental da vida cristã: «Onde estão dois ou três reunidos em meu nome, aí estou Eu, no meio deles» (Mt 18, 20); «Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fração do pão e às orações… Todos os crentes viviam unidos e possuíam tudo em comum» (At 2, 42-44).

A dimensão comunitária tem um significado teológico: Deus é relação de Pessoas na Trindade Santíssima; cria o homem na complementaridade relacional entre homem e mulher porque «não é bom que o homem esteja só» (Gn 2, 18), relaciona-se com o homem e a mulher e chama-os, por sua vez, à relação consigo: como bem intuiu Santo Agostinho, o nosso coração está inquieto enquanto não encontra Deus e n’Ele repousa (cf. Confissões, I,1). O Senhor Jesus iniciou o seu ministério público chamando para junto de si um grupo de discípulos para que partilhassem com Ele a vida e o anúncio do Reino; desta pequena grei nasce a Igreja. Para descrever a vida eterna, a Escritura usa a imagem de uma cidade: a Jerusalém celeste (cf. Ap 21); uma cidade é uma comunidade de pessoas que partilham valores, realidades humanas e espirituais fundamentais, lugares, tempos e atividades organizadas e que concorrem para a consecução do bem comum. Enquanto os pagãos construíam templos dedicados às divindades aos quais as pessoas não tinham acesso, os cristãos, assim que gozaram da liberdade de culto, logo edificaram lugares que fossem domus Dei et domus ecclesiae, onde os fiéis se pudessem reconhecer como comunidade de Deus, povo convocado para o culto e constituído em assembleia santa. Deus pode, portanto, proclamar: «Eu sou o teu Deus, tu serás o meu povo» (cf. Ex 6, 7; Dt 14, 2). O Senhor mantém-se fiel à sua Aliança (cf. Dt 7, 9) e Israel torna-se por isso mesmo Morada de Deus, lugar santo da sua presença no mundo (cf. Ex 29, 45; Lv 26, 11-12). Por isso, a casa de Deus supõe a presença da família dos filhos de Deus. Também hoje, na oração de dedicação de uma nova Igreja, o Bispo pede que ela seja o que por sua natureza deve ser:

«[…] Seja esta casa lugar para sempre santificado […].
Aqui sejam destruídos os pecados dos homens
pela torrente da graça divina,
para que os vossos filhos, ó Pai,
mortos para o pecado,
sejam regenerados para a vida do alto.
Aqui, os vossos fiéis,
reunidos em volta da mesa do altar,
celebrem o memorial da Páscoa
e sejam alimentados no banquete
da palavra e do Corpo de Cristo.
Aqui ressoe jubilosa a oblação do louvor,
voz dos homens unida aos cânticos dos Anjos,
e incessantemente suba para Vós
a oração pela salvação do mundo.
Aqui encontrem os pobres a misericórdia,
alcancem os oprimidos a verdadeira liberdade,
e todos os homens se revistam da dignidade de filhos vossos,
até chegarem, exultantes de alegria,
à Jerusalém do alto, a cidade do Céu».

 

A comunidade cristã nunca procurou o isolamento e jamais fez da Igreja uma cidade de portas fechadas. Formados para o valor da vida comunitária e para a procura do bem comum, os cristãos sempre procuraram inserir-se na sociedade, embora conscientes da uma alteridade: estar no mundo sem lhe pertencer nem a ele se reduzir (cf. Carta a Diogneto, 5-6). Também na emergência pandémica, sobressaiu um grande sentido de responsabilidade: à escuta e em colaboração com as autoridades de saúde e com os peritos, os Bispos e as suas Conferências territoriais estiveram prontos para assumir decisões difíceis e dolorosas, incluindo a suspensão prolongada da participação dos fiéis na celebração da Eucaristia. Esta Congregação está profundamente grata aos Bispos pelo empenhamento e esforço despendidos na tentativa de responder, do melhor modo possível, a uma situação imprevista e complexa.

Logo, porém, que as circunstâncias o permitam, é necessário e urgente retomar a normalidade da vida cristã, que tem o edifício igreja como casa e a celebração da liturgia, particularmente da Eucaristia, como o «cume para o qual tende a ação da Igreja e, simultaneamente, a fonte de onde promana toda a sua força» (Sacrosanctum Concilium, 10).

Conscientes do facto de que Deus jamais abandona a humanidade que criou e que até as provações mais duras podem dar frutos de graça, aceitamos a distância do altar do Senhor como um tempo de jejum eucarístico, útil para nos fazer redescobrir a sua importância vital, a sua beleza e preciosidade incomensurável. Logo que possível, porém, é preciso voltar à Eucaristia com o coração purificado, com um renovado maravilhamento, com um desejo acrescido de encontrar o Senhor, de estar com Ele, de o receber para o levar aos irmãos com o testemunho de uma vida plena de fé, amor e esperança.

Este tempo de privação pode dar-nos a graça de compreender o coração dos nossos irmãos mártires de Abitínia (inícios do século IV), os quais responderam aos seus juízes com serena determinação, mesmo perante uma condenação à morte certa: «Sine Dominico non possumus». O absoluto non possumus (não podemos) e a densidade de significado do substantivo neutro Dominicum (o que é do Senhor) não se podem traduzir com uma só palavra. Uma brevíssima expressão encerra uma grande riqueza de matizes e significados que hoje se oferecem à nossa meditação:

  • Não podemos viver, ser cristãos, realizar em pleno a nossa humanidade e os desejos de bem e de felicidade que o nosso coração acalenta sem a Palavra do Senhor, que na celebração ganha corpo e se torna palavra viva, pronunciada por Deus para quem abre hoje o coração à escuta;
  • Não podemos viver como cristãos sem participar no sacrifício da Cruz em que o Senhor Jesus se dá sem reservas para salvar, com a sua morte, o homem que estava morto por causa do pecado; o Redentor associa a si a humanidade e a reconduz ao Pai; no abraço do Crucifixo encontra luz e conforto todo o humano sofrimento;
  • Não podemos viver sem o banquete da Eucarística, mesa do Senhor à qual somos convidados como filhos e irmãos para receber o próprio Cristo Ressuscitado, presente em corpo, sangue, alma e divindade como Pão do céu que nos sustenta nas alegrias e nas canseiras da peregrinação terrena;
  • Não podemos viver sem a comunidade cristã, a família do Senhor: precisamos de encontrar os irmãos que partilham a filiação de Deus, a fraternidade de Cristo, a vocação e a procura da santidade e da salvação das suas almas na rica diversidade de idades, histórias pessoais, carismas e vocações;
  • Não podemos viver sem a casa do Senhor, que é a nossa casa, sem os lugares santos onde nascemos para a fé, onde descobrimos a presença providente do Senhor e descobrimos o seu abraço misericordioso que levanta quem caiu, onde consagramos a nossa vocação no seguimento religioso ou no matrimónio, onde suplicamos e agradecemos, exultamos e choramos, onde confiamos ao Pai os nossos entes queridos que completaram a sua peregrinação terrena;
  • Não podemos viver sem o dia do Senhor, sem o Domingo que dá luz e sentido ao suceder-se dos dias do trabalho e das responsabilidades familiares e sociais.

Por muito que os meios de comunicação desempenhem um prestimoso serviço em prol dos doentes e de quantos estão impedidos de se deslocar à Igreja, e prestaram um grande serviço na transmissão da Santa Missa no tempo em que não era possível celebrar comunitariamente, nenhuma transmissão se pode equiparar à participação pessoal ou a pode substituir. Aliás, estas transmissões, por si sós, correm o risco de nos afastarem de um encontro pessoal e íntimo com o Deus incarnado que se entregou a nós não de modo virtual, mas realmente, dizendo: «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele» (Jo 6, 56). Este contacto físico com o Senhor é vital, indispensável, insubstituível. Logo que estejam identificadas e adotadas as medidas concretamente disponíveis para reduzir ao mínimo o contágio do vírus, é necessário que todos retomem o seu lugar na assembleia dos irmãos, redescubram a insubstituível preciosidade e beleza da celebração, chamem e atraiam com o contágio do entusiasmo os irmãos e irmãs desanimados, temerosos, ausentes ou distraídos há demasiado tempo.

Este Dicastério entende reafirmar alguns princípios e sugerir algumas linhas de ação para promover um rápido e seguro regresso à celebração da Eucaristia.

A devida atenção às normas higiénicas e de segurança não pode levar à esterilização dos gestos e dos ritos, à indução, ainda que inconsciente, de receio e insegurança nos fiéis.

Confia-se na ação prudente mas firme dos Bispos para que a participação dos fiéis na celebração da Eucaristia não seja desqualificada pelas autoridades públicas como uma «aglomeração» e não seja considerada como equiparável ou até subordinável a formas de agregação recreativas.

As normas litúrgicas não são matéria sobre a qual as autoridades civis possam legislar, mas são da exclusiva competência das autoridades eclesiásticas (cf. Sacrosanctum Concilium, 22).

Facilite-se a participação dos fiéis nas celebrações, mas sem improvisadas experimentações rituais e no pleno respeito pelas normas contidas nos livros litúrgicos que regulam a sua realização. Na liturgia, experiência de sacralidade, de santidade e de beleza que transfigura, saboreia-se já a harmonia da felicidade eterna: tenha-se, portanto, cuidado com a dignidade dos lugares, das alfaias sagradas, das modalidades celebrativas, segundo a autorizada indicação do Concílio Vaticano II: «Os ritos resplandeçam pela nobre simplicidade» (Sacrosanctum Concilium, 34).

Reconheça-se aos fiéis o direito de receber o Corpo de Cristo e de adorar o Senhor presente na Eucaristia, nos modos previstos, sem limitações que chegam mesmo a ir além do previsto pelas normas higiénicas emanadas pelas autoridades públicas ou pelos Bispos.

Os fiéis na celebração eucarística adoram Jesus Ressuscitado presente; e vemos que com demasiada facilidade se perde o sentido da adoração, a oração de adoração. Pedimos aos Pastores que insistam, nas suas catequeses, na necessidade da adoração.

Um princípio seguro para não errar é a obediência. Obediência às normas da Igreja, obediência aos Bispos. Em tempos de dificuldade (por exemplo, pensamos nas guerras, nas pandemias), os Bispos e as Conferências Episcopais podem dar normas provisórias às quais se deve obedecer. A obediência guarda o tesouro confiado à Igreja. Essas medidas ditadas pelos Bispos e pelas Conferências Episcopais caducam quando a situação regressa à normalidade.

A Igreja continuará a defender a pessoa humana na sua totalidade. Ela testemunha a esperança, convida a confiar em Deus, recorda que a existência terrena é importante mas muito mais importante é a vida eterna: partilhar a própria vida de Deus por toda a eternidade é a nossa meta, a nossa vocação. Esta é a fé da Igreja, testemunhada ao longo dos séculos por legiões de mártires e de santos, um anúncio positivo que liberta de reducionismos unidimensionais, de ideologias: à preocupação necessária pela saúde pública a Igreja une o anúncio e o acompanhamento para a salvação eterna das almas. Continuemos, pois, a entregar-nos com confiança à misericórdia de Deus, a invocar a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, salus infirmorum et auxilium christianorum, para todos quantos são provados duramente pela pandemia e por qualquer outra aflição, perseveremos na oração por aqueles que deixaram esta vida e, ao mesmo tempo, renovemos o propósito de ser testemunhas do Ressuscitado e anunciadores de uma esperança certa, que transcende os limites deste mundo.

 

Vaticano, 15 de agosto de 2020.

Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria

 

O Sumo Pontífice Francisco, na audiência concedida a 3 de setembro de 2020 ao subscrito Cardeal Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, aprovou esta carta e ordenou a sua publicação.

Cardeal Robert Sarah,
Prefeito

 

Fonte: https://pt.aleteia.org

sábado, 19 de setembro de 2020

19 de Setembro - Nossa Senhora de La Salette

 

 Corria o ano de 1846, era o mês de setembro, inicio de outono na Europa, mais precisamente o dia 19, na pequena cidade de La Salete, na França, Diocese de Grenoble.
A vida seguia seu rumo sem grandes acontecimentos para aquele povoado de camponeses simples e humildes.
Os campos de La Salete, próximo aos Alpes, estavam revestidos divinamente de flores diversas, miosótis, margaridas e lírios dos Alpes, formando um espetáculo de rara beleza.
Foi neste cenário que os pastorinhos Maximino Giraud (11 anos) e Melânia Calvat (15 anos), enquanto pastoreavam o rebanho, foram visitados pela Virgem Maria, nossos pastorinhos eram apenas amigos.
Após o almoço, daquele Sábado ensolarado, os pastores, mais precisamente Melânia, avistou no fundo do vale, uma estranha luz que brilhava como o sol.
A pequena pastora chamou a atenção de seu companheiro para o fenômeno.
Ao se aproximarem da luz, esta se abriu ao meio e os pastores puderam contemplar a figura de uma linda mulher sentada sobre uma pedra, com os cotovelos apoiados sobre os joelhos e o rosto escondido entre as mãos, demonstrando uma profunda tristeza.
“A Bela Senhora”, como os pastores definiram a aparição, ao perceber que os mesmos estavam assustados, chamou-os para perto dela, a fim de acalmá-los.
“Vinde, meus filhos, não temais, aqui estou para vos comunicar uma grande noticia. Se meu povo não quiser aceitar, vejo-me forçada a deixar cair o braço de meu Filho. É tão forte e tão pesado que não posso mais segurar. A tanto tempo que sofro por vós...”.
E continuou:
“Os que conduzem os carros (de boi), não o fazem sem abusar do nome de meu Filho. Se a colheita se estraga, não é senão por vossa causa. Bem vo-lo mostrei no ano passado com a colheita das batatas e não fizestes caso. Ao contrário, quando encontráveis estragada, era então que em tom de revolta, pronunciáveis o nome de meu Filho”.
“Se tiverdes trigo, não o semeeis, pois os animais comerão tudo. O que semeardes e o que vingar, reduzir-se-á a pó quando for malhado. Sobrevirá uma grande fome”.
“...os outros farão penitências pela fome. As nozes estragar-se-ão; as uvas hão de apodrecer. Se vocês se converterem, até as pedras e as rochas se transformarão em montões de trigo e as batatas aparecerão semeadas por sobre a terra”.
E ainda continuou:
“...e vocês, meus filhos, fazem bem suas orações?
- Não muito bem, responderam os pastorinhos!
- Ah! Meus filhos, é preciso fazê-la bem, à noite e de manhã. Quando não puderdes rezar mais, recitai ao menos o Pai-Nosso e uma Ave-Maria, devotamente. Quando tiverdes tempo, é preciso rezar mais”.
E ainda falou:
“Somente algumas mulheres idosas vão à missa, os outros trabalham aos domingos, durante o verão. E no inverno, quando não sabem o que fazer, vão a missa para somente zombar da religião. Durante a quaresma vão ao açougue como cães, atrás de carnes”.
E a Virgem concluiu depois, dizendo:
“Pois bem, meus filhos, transmitam tudo o que lhes revelei a todo o meu povo”.
Após ficar alguns instantes suspensa entre o céu e a terra, ela ergueu os olhos para o alto e foi desaparecendo lentamente.
Maximino apressou-se então para juntar algumas flores, que a bela senhora tinha sob os pés, mas elas sumiram repentinamente.
Os pastorinhos voltaram para a vila ao escurecer e contaram a seus patrões tudo o que tinha visto e ouvido da bela senhora.
Após o dia 21 de setembro, começaram as romarias ao local da aparição, cuja veracidade foi comprovada por inúmeros milagres.
No ano de 1852, o Bispo de Grenoble, fundou a Congregação dos Missionários, para propagar a mensagem da Virgem de la Salete e também iniciou a construção do Santuário que ficou pronto em 1879.
Maximino morreu muito jovem e Melânia tornou-se religiosa, sendo uma das fundadoras das “Filhas do Zelo do Divino Coração de Jesus”, e faleceu em 1904, em odor de santidade.


A mensagem das lágrimas

Mélania descreveu pranto de Nossa Senhora: “A Santíssima Virgem chorava quase o tempo todo enquanto falava. Suas lágrimas corriam lentamente até os seus joelhos e desapareciam com as faíscas de luz. Eram brilhantes e cheias de amor”.
“...as lágrimas de Nossa Mãe, longe de diminuir seu ar de majestade, Rainha e Senhora, pareciam embelezá-la e torná-la mais bela e a mais amorosa das mães”.

A cruz e a corrente

Melânia descreve: “Nossa Senhora tinha uma belíssima cruz pendurada no pescoço. Essa cruz era dourada e sobre ela o crucificado [...] Quase nas duas extremidades da cruz, de um lado havia um martelo e do outro uma torquês”. Geralmente interpreta-se o martelo como símbolo daqueles que pela sua má vida e pelo menosprezo a lei divina, pregam ainda mais nosso Senhor Jesus Cristo na cruz. Nesta mesma concepção a torquês representa aqueles que por suas boas ações aliviam as dores do Nosso Senhor, tentando despregá-lo da cruz.

Os olhos 

Sobre os olhos da Virgem Mélania descreveu “os olhos da virgem Maria, pareciam mil vezes mais belos que os brilhantes, os diamantes e todas as pedras preciosas mais procuradas. Eles brilhavam como sóis, eram doces, luminosos como um espelho. Em seus olhos via-se o Paraíso, eles atraiam a ela”.

A Mensagem

A Virgem aparece com trajes de camponesa, sentada sobre uma pedra, traz na cabeça um rico diadema dourado, com flores, trajava um avental e seus pés cobertos de flores.
A Virgem falava com simplicidade, do jeito simples dos pastores simples, falava da terra, das plantações e colheitas, do gado e da fome, da oração e da missa. A linguagem era de fácil entendimento para os pastorinhos analfabetos e humildes.
O que a Virgem anunciou aconteceu um ano depois. Um grande flagelo sobre as parreiras (era então desconhecido o oídio), ou mal branco. O escritor e poeta Paul Cloudel afirmou: “as uvas apodreceram”.
Leon Bloy disse: “Os maiores devotos de Maria são ou os grandes pecadores arrependidos ou os inocentes e simples, aqueles que amam com um amor mais intenso se encontra ou entre aqueles que conheceram bem o pecado ou entre aqueles que o pecado não os conheceu”.
Peçamos a Virgem da Salete que interceda por nós, junto ao seu filho Jesus, pois, apesar de se passarem anos, a sua mensagem continua atual, para os nossos dias, apenas com a diferença de simbolismos.
Amém

 

Fonte: http://arquisp.org.br

terça-feira, 15 de setembro de 2020

15 de Setembro - Nossa Senhora das Dores

 

A igreja celebra duas festas em honra de Nossa Senhora das Dores: a primeira na sexta feira da semana da paixão, e a segunda no dia 15 de setembro. A primeira é celebrada na Igreja desde 1727, instituída pelo papa Bento VIII. A segunda foi determinada por Pio VIII em 18 de setembro de 1814, porém já acontecia em muitas Igrejas.

É provável que a propagação da primeira festa tenha ocorrido em 1413, por ocasião do concílio provincial ocorrido em Edônia, para falar sobre os hereges hussitas, que desfiguravam as imagens de Jesus Cristo e da Virgem Dolorosa. Assim, estabeleceu-se que todos os anos, na sexta-feira seguinte ao domingo da Paixão, se celebrasse a festa da comemoração das angústias e dores da Virgem Maria.

Na festa seguinte ao domingo da Paixão, celebramos a paciência e a força com que Nossa Senhora viu a paixão de seu Filho, e depois se deixou atravessar pela espada que lhe profetizara o santo velho Simão. Na segunda festa, a de setembro, celebram-se todas as dores de Maria, principalmente as sete dores principais pelas quais Ela passou durante a vida, paixão e morte de Jesus Cristo.

Já a segunda festa tem origem com a Ordem dos Servitas, inteiramente dedicada à devoção de Nossa Senhora (os sete santos Fundadores no século XIII instituíram a “Companhia de Maria Dolorosa”), em 1667 obteve a aprovação da celebração litúrgica das sete Dores da Virgem, esta festa foi celebrada também com o título de Nossa Senhora da Piedade e A compaixão de Nossa Senhora, tendo sido promulgada por Bento XIII (1724-1730) a festa com o título de Nossa Senhora das Dores, e que durante o pontificado de Pio VII foi acolhida no calendário romano e lembrada no terceiro domingo de setembro. Foi o Papa Pio X que fixou a data definitiva de 15 de Setembro, conservada no novo calendário litúrgico, que mudou o título da festa, reduzida a simples memória: não mais Sete Dores de Maria, mas menos especificadamente e mais portunamente: Virgem Maria Dolorosa. Com este título nós honramos a dor de Maria aceita na redenção mediante a cruz. É junto à Cruz que a Mãe de Jesus crucificado torna-se a Mãe do corpo místico nascido da Cruz, isto é, nós somos nascidos, enquanto cristãos, do mútuo amor sacrifical e sofredor de Jesus e Maria. Eis porque hoje se oferece à nossa devota e afetuosa meditação a dor de Maria. Mãe de Deus e nossa.

A devoção, que precede a celebração litúrgica, fixou simbolicamente as sete dores da Co-redentora, correspondentes a outros tantos episódios narrados pelo Evangelho: a profecia do velho Simeão, a fuga para o Egito, a perda de Jesus aos doze anos durante a peregrinação à Cidade Santa, o caminho de Jesus para o Gólgata, a crucificação, a Deposição da cruz, a sepultura, portanto, somos convidados hoje a meditar estes episódios mais importantes que os evangelhos nos apresentam sobre a participação de Maria na paixão, morte e ressurreição de Jesus.

 

Nossa Senhora das Dores, rogaí por nós !

 

Fonte: https://site.ucdb.br

terça-feira, 4 de agosto de 2020

04 de Agosto - São João Maria Vianney


Neste dia 4 de agosto a Igreja celebra São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, como é chamado, por conta do nome do povoado na França onde serviu por muitos anos.

É o padroeiro dos sacerdotes, por isso, neste dia também se celebra o Dia do Padre. São João Maria Vianney é considerado um grande confessor, tinha o dom de profecia, recebia ataques físicos do demônio e viveu entregue à mortificação e à oração.

Foi ordenado sacerdote no dia 13 de agosto de 1815. Seu grande amor pela salvação das almas o levava a passar muitas horas no confessionário, onde arrebatava várias almas.

Era desprendido das coisas materiais, a tal ponto que dormia no chão do quarto, porque deu sua cama. Comia batatas e, ocasionalmente, um ovo cozido. Costumava dizer que “o demônio não tem tanto medo da disciplina; mas teme realmente a redução de comida, bebida e sono”.

Uma vez, o demônio sacudiu sua casa por 15 minutos; em outra ocasião, quis tirá-lo da Missa e incendiou a sua cama, mas o santo mandou outras pessoas apagarem o fogo e não deixou o altar. O demônio fazia muito barulho para não o deixar dormir e também lhe gritava da janela: “Vianney, Vianney come batatas”.

Uma das sequelas da Revolução Francesa foi a ignorância religiosa. Para remediar esta situação, o santo passava noites inteiras na pequena sacristia compondo e memorizando seus sermões, mas por não ter muito boa memória, tinha muita dificuldade de lembrar o que escrevia.

Ensinava o Catecismo às crianças e lutou para que as pessoas não trabalhassem ou estivessem em tabernas aos domingos. Em uma de suas homilias, disse que “a taberna é a tenda do demônio, o mercado onde as almas se perdem, onde se rompe a harmonia familiar”. Pouco a pouco, conseguiu que a taberna se fechasse e que as pessoas se aproximassem de Deus.

Sua popularidade foi crescendo e eram milhares as pessoas de todas as partes que chegavam para confessar-se com ele. Mais tarde, concederam ao povoado a permissão de construir uma Igreja, o que garantiria a permanência do santo. Seu doce amor pela Virgem Maria levou a que consagre a sua Paróquia à Rainha do Céu.

Às 2h do dia 4 de agosto de 1859, o Santo Cura D’Ars partiu para a Casa do Pai. Foi canonizado na festa de Pentecostes em 1925, pelo Papa Pio XI.


São João Maria Vianney, Rogai por nós!


Fonte: www.acidigital.com