Missão Nova Visão ♫ Web Rádio Católica

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Ta Chegando + 01 Edição de nossa CRISTOTECA, é o 6º Barzinho de Jesus com o Tema: Hoje Livre Sou !
É o sexto realizado dentro de 2 anos, com objetivo principal em evangelizar o Barzinho de Jesus da Paróquia Sant'Ana já está se tornando referência no bairro, sobre uma grande estrutura de som e iluminação o evento transforme o evento em uma verdadeira Balada Santa com direitos a Pista de Dança, DJ, Ministério de Música e os Cristo Drink's que são coquetéis de frutas sem álcool e são os mais vendidos, o evento além de muito louvor também tem muita oração iniciando com o Santo Terço Mariano às 18h00, Consagração a Nossa Senhora e às 21h00 Adoração !
E nesta edição teremos a apresentação do Grupo de Jovens Totus Maria, cerca de 20 Jovens encenarão uma música que aborda o tema do evento, os mesmo já ensaiam à 1 mês para este dia.
*Todo valor arrecadado nestes eventos são destinados a construção de nossa nova Paróquia.

Você não pode perder com sua Família !

Garanta já seu CONVITE !

Infos pelo WhatsApp >>> 11 98173-0803 




sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Em 15 minutos desta bela produção cinematográfica, assista a defesa da IMACULADA CONCEIÇÃO feita pelo Beato João Duns Escoto, na disputa realizada na Universidade de Paris no ano de 1305.

https://youtu.be/urxu9LQLuuU






quinta-feira, 17 de agosto de 2017

VOLUNTÁRIOS PARA A JMJ PANAMÁ 2019
O dia tão esperado para centenas de brasileiros chegou!!!
Estão abertas as inscrições para voluntários da Jornada Mundial da Juventude 2019
Mesmo que você não queira ser voluntário por favor compartilhe isso, pois um amigo seu pode querer ser um voluntário e pode ser algo que marcará toda a vida dele.
Para se inscrever acesse o site da Arquidiocese do Panamá que é o único local que existe para os voluntários se inscreverem:





segunda-feira, 14 de agosto de 2017

FAMÍLIA SANTUÁRIO DA VIDA, COLABORE COM SUA RESTAURAÇÃO E NÃO COM SUA DESTRUIÇÃO !

O Papa João Paulo II nos afirma que a Família é um Santuário da Vida pois é através dela que Deus gera uma nova vida, assim como a palavra de Deus nos afirma que nosso corpo é Templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6,19) com isto uma vez que maltratamos ambos (Família e Corpo) estamos destruindo o que é Divino, o que é de Deus !

O Álcool tem sido a maior causa de destruição das Famílias em nosso País, como missionário há 8 anos o que mais tenho acompanhado são Famílias com alcoólatras em casa, muitas destas desesperadas e em busca de restauração destas pessoas que além de maltratar seus próprios corpos por conta da embriaguez acabam maltratando suas Famílias e até as destruindo.

Mas o mais triste de tudo isto é que muitos Cristãos colaboram com estas destruições, a partir do momento que tem em seus eventos, seus lares, comércios e até nos eventos da igreja bebidas alcoólicas (principalmente a cerveja), onde as pessoas consomem muitas das vezes chegando a embriaguez.

"Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma."
(1 Coríntios 6:12)

A palavra de Deus deixa bem claro para que não permitamos sermos controlados por coisa alguma, porém não é esta a realidade de uma pessoa embriagada que perde totalmente seu controle normal .

Como vivemos em um tempo muito egocêntrico onde o "EU" fala mais alto recebo sempre diversas desculpas referente ao assunto tais como:
- Eu bebo socialmente não sou alcoólatra
- O Catecismo da Igreja Católica não proíbe a bebida alcoólica
- A Venda da Cerveja é o que mais gera dinheiro em meu comércio ou no próprio evento da igreja
entre outras...

Quando ouço estas desculpas vejo uma pessoa que pensa somente em si mesma, egocêntrica e que prefere remediar ao invés de prevenir pois a maiorias das pessoas que conheci que chegaram ao vicio do álcool iniciaram pelo socialmente que se tornou excessivamente com o tempo, sem contar que quando você distribui em seu evento ou casa você esta colaborando com que alguém possa chegar a embriaguez e sabe se lá o que esta pode cometer após, e é o que o catecismo da igreja católica deixa bem claro, que a igreja não proíbe mais desde que seu consumo seja em pequena quantidade não chegando na embriaguez e nem ao vicio (o que sabemos que é difícil acontecer o pequeno consumo), porém o mesmo catecismo diz para nos afastarmos de tudo aquilo que destrói a Família, sendo assim entendemos que se a bebida alcoólica é a maior causa de destruição das Famílias e que é difícil para muitos ingerir em pouca quantidade a melhor coisa a fazer é nos mantermos distante delas, excluindo elas de nossos eventos, lares e principalmente das festividades de nossas igrejas, onde se prega muito sobre a libertação dos vícios mais muitas em seus eventos insistem em vender bebidas alcoólicas para arrecadação de dinheiro, onde fica a restauração das Famílias ? Não é contraditório proclamar a libertação do vicio e vender o motivo do vicio ? Sabemos que para um alcoólatra demora as vezes anos para se libertar deste vicio mas basta apenas um gole para voltar novamente.

A palavra de Deus nos pede por diversas vezes para nos afastarmos da bebida alcoólica então porque desobedecer a Deus e ainda colocar a sua Família ou a Família do seu próximo em risco de destruição ?

As situações abaixo são verídicas, vejam no que se colabora quando distribui ou comercializa bebidas alcoólicas, sem contar o risco que você mesmo está correndo com sua Família:

"Motorista bêbado atropela e mata criança de 2 anos"

"Homem bêbado bate na filha e na mulher e acaba preso"

"Jovem morre após ter moto atingida por carro de motorista embriagado"

"Bebê morre asfixiado após mãe dormir bêbada por cima da criança"

"Briga entre bêbados acaba com morte"

São inúmeras as situações que tem aumentado por causa do alcoolismo, vamos mudar esta realidade e ajudar as FAMÍLIAS que vivem nesta realidade a serem restauradas, vamos renunciar o álcool em nossa vida e nossos ambientes e não mais oferecer ao nosso próximo ! Nossas Famílias precisam de Deus para serem FELIZES e não de bebidas alcoólicas !

Oração:
Senhor meu Deus, livrai de todo mal das bebidas alcoólicas as Famílias que sofrem e estão sendo destruídas, dai discernimento ao seu povo para excluir, renunciar e se distanciar de tudo aquilo que venha a destruir as nossas Famílias, pela intercessão de nossa Mãe Maria. Amém !

Texto:
Adriano do Nascimento
Missionário Nova Visão
Levando Luz "JESUS" onde se encontra escuridão !
www.missaonovavisao.com.br


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Não amemos com palavras, mas com obras !

1. «Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade» (1 Jo 3, 18). Estas palavras do apóstolo João exprimem um imperativo de que nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus, transmitido pelo «discípulo amado» até aos nossos dias, aparece ainda mais acentuada ao contrapor as palavras vazias, que frequentemente se encontram na nossa boca, às obras concretas, as únicas capazes de medir verdadeiramente o que valemos. O amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Aliás, é bem conhecida a forma de amar do Filho de Deus, e João recorda-a com clareza. Assenta sobre duas colunas mestras: o primeiro a amar foi Deus (cf. 1 Jo 4, 10.19); e amou dando-Se totalmente, incluindo a própria vida (cf. 1 Jo 3, 16).
Um amor assim não pode ficar sem resposta. Apesar de ser dado de maneira unilateral, isto é, sem pedir nada em troca, ele abrasa de tal forma o coração, que toda e qualquer pessoa se sente levada a retribuí-lo não obstante as suas limitações e pecados. Isto é possível, se a graça de Deus, a sua caridade misericordiosa, for acolhida no nosso coração a pontos de mover a nossa vontade e os nossos afetos para o amor ao próprio Deus e ao próximo. Deste modo a misericórdia, que brota por assim dizer do coração da Trindade, pode chegar a pôr em movimento a nossa vida e gerar compaixão e obras de misericórdia em prol dos irmãos e irmãs que se encontram em necessidade.
2. «Quando um pobre invoca o Senhor, Ele atende-o» (Sal 34/33, 7). A Igreja compreendeu, desde sempre, a importância de tal invocação. Possuímos um grande testemunho já nas primeiras páginas do Atos dos Apóstolos, quando Pedro pede para se escolher sete homens «cheios do Espírito e de sabedoria» (6, 3), que assumam o serviço de assistência aos pobres. Este é, sem dúvida, um dos primeiros sinais com que a comunidade cristã se apresentou no palco do mundo: o serviço aos mais pobres. Tudo isto foi possível, por ela ter compreendido que a vida dos discípulos de Jesus se devia exprimir numa fraternidade e numa solidariedade tais, que correspondesse ao ensinamento principal do Mestre que tinha proclamado os pobres bem-aventurados e herdeiros do Reino dos céus (cf. Mt 5, 3).
«Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um» (At 2, 45). Esta frase mostra, com clareza, como estava viva nos primeiros cristãos tal preocupação. O evangelista Lucas – o autor sagrado que deu mais espaço à misericórdia do que qualquer outro – não está a fazer retórica, quando descreve a prática da partilha na primeira comunidade. Antes pelo contrário, com a sua narração, pretende falar aos fiéis de todas as gerações (e, por conseguinte, também à nossa), procurando sustentá-los no seu testemunho e incentivá-los à ação concreta a favor dos mais necessitados. E o mesmo ensinamento é dado, com igual convicção, pelo apóstolo Tiago, usando expressões fortes e incisivas na sua Carta: «Ouvi, meus amados irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres segundo o mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que O amam? Mas vós desonrais o pobre. Porventura não são os ricos que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais? (…) De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: “Ide em paz, tratai de vos aquecer e matar a fome”, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta» (2, 5-6.14-17).
3. Contudo, houve momentos em que os cristãos não escutaram profundamente este apelo, deixando-se contagiar pela mentalidade mundana. Mas o Espírito Santo não deixou de os chamar a manterem o olhar fixo no essencial. Com efeito, fez surgir homens e mulheres que, de vários modos, ofereceram a sua vida ao serviço dos pobres. Nestes dois mil anos, quantas páginas de história foram escritas por cristãos que, com toda a simplicidade e humildade, serviram os seus irmãos mais pobres, animados por uma generosa fantasia da caridade!
Dentre todos, destaca-se o exemplo de Francisco de Assis, que foi seguido por tantos outros homens e mulheres santos, ao longo dos séculos. Não se contentou com abraçar e dar esmola aos leprosos, mas decidiu ir a Gúbio para estar junto com eles. Ele mesmo identificou neste encontro a viragem da sua conversão: «Quando estava nos meus pecados, parecia-me deveras insuportável ver os leprosos. E o próprio Senhor levou-me para o meio deles e usei de misericórdia para com eles. E, ao afastar-me deles, aquilo que antes me parecia amargo converteu-se para mim em doçura da alma e do corpo» (Test 1-3: FF 110). Este testemunho mostra a força transformadora da caridade e o estilo de vida dos cristãos.
Não pensemos nos pobres apenas como destinatários duma boa obra de voluntariado, que se pratica uma vez por semana, ou, menos ainda, de gestos improvisados de boa vontade para pôr a consciência em paz. Estas experiências, embora válidas e úteis a fim de sensibilizar para as necessidades de tantos irmãos e para as injustiças que frequentemente são a sua causa, deveriam abrir a um verdadeiro encontro com os pobres e dar lugar a uma partilha que se torne estilo de vida. Na verdade, a oração, o caminho do discipulado e a conversão encontram, na caridade que se torna partilha, a prova da sua autenticidade evangélica. E deste modo de viver derivam alegria e serenidade de espírito, porque se toca palpavelmente a carne de Cristo. Se realmente queremos encontrar Cristo, é preciso que toquemos o seu corpo no corpo chagado dos pobres, como resposta à comunhão sacramental recebida na Eucaristia. O Corpo de Cristo, repartido na sagrada liturgia, deixa-se encontrar pela caridade partilhada no rosto e na pessoa dos irmãos e irmãs mais frágeis. Continuam a ressoar de grande atualidade estas palavras do santo bispo Crisóstomo: «Queres honrar o corpo de Cristo? Não permitas que seja desprezado nos seus membros, isto é, nos pobres que não têm que vestir, nem O honres aqui no tempo com vestes de seda, enquanto lá fora O abandonas ao frio e à nudez» (Hom. in Matthaeum, 50, 3: PG 58).
Portanto somos chamados a estender a mão aos pobres, a encontrá-los, fixá-los nos olhos, abraçá-los, para lhes fazer sentir o calor do amor que rompe o círculo da solidão. A sua mão estendida para nós é também um convite a sairmos das nossas certezas e comodidades e a reconhecermos o valor que a pobreza encerra em si mesma.
4. Não esqueçamos que, para os discípulos de Cristo, a pobreza é, antes de tudo, uma vocação a seguir Jesus pobre. É um caminhar atrás d’Ele e com Ele: um caminho que conduz à bem-aventurança do Reino dos céus (cf. Mt 5, 3; Lc 6, 20). Pobreza significa um coração humilde, que sabe acolher a sua condição de criatura limitada e pecadora, vencendo a tentação de omnipotência que cria em nós a ilusão de ser imortal. A pobreza é uma atitude do coração que impede de conceber como objetivo de vida e condição para a felicidade o dinheiro, a carreira e o luxo. Mais, é a pobreza que cria as condições para assumir livremente as responsabilidades pessoais e sociais, não obstante as próprias limitações, confiando na proximidade de Deus e vivendo apoiados pela sua graça. Assim entendida, a pobreza é o metro que permite avaliar o uso correto dos bens materiais e também viver de modo não egoísta nem possessivo os laços e os afetos (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2545).
Assumamos, pois, o exemplo de São Francisco, testemunha da pobreza genuína. Ele, precisamente por ter os olhos fixos em Cristo, soube reconhecê-Lo e servi-Lo nos pobres. Por conseguinte, se desejamos dar o nosso contributo eficaz para a mudança da história, gerando verdadeiro desenvolvimento, é necessário escutar o grito dos pobres e comprometermo-nos a erguê-los do seu estado de marginalização. Ao mesmo tempo recordo, aos pobres que vivem nas nossas cidades e nas nossas comunidades, para não perderem o sentido da pobreza evangélica que trazem impresso na sua vida.
5. Sabemos a grande dificuldade que há, no mundo contemporâneo, para se poder identificar claramente a pobreza. E todavia esta interpela-nos todos os dias com os seus inúmeros rostos vincados pelo sofrimento, a marginalização, a opressão, a violência, as torturas e a prisão, pela guerra, a privação da liberdade e da dignidade, pela ignorância e o analfabetismo, pela emergência sanitária e a falta de trabalho, pelo tráfico de pessoas e a escravidão, pelo exílio e a miséria, pela migração forçada. A pobreza tem o rosto de mulheres, homens e crianças explorados para vis interesses, espezinhados pelas lógicas perversas do poder e do dinheiro. Como é impiedoso e nunca completo o elenco que se é constrangido a elaborar à vista da pobreza, fruto da injustiça social, da miséria moral, da avidez de poucos e da indiferença generalizada!
Infelizmente, nos nossos dias, enquanto sobressai cada vez mais a riqueza descarada que se acumula nas mãos de poucos privilegiados, frequentemente acompanhada pela ilegalidade e a exploração ofensiva da dignidade humana, causa escândalo a extensão da pobreza a grandes sectores da sociedade no mundo inteiro. Perante este cenário, não se pode permanecer inerte e, menos ainda, resignado. À pobreza que inibe o espírito de iniciativa de tantos jovens, impedindo-os de encontrar um trabalho, à pobreza que anestesia o sentido de responsabilidade, induzindo a preferir a abdicação e a busca de favoritismos, à pobreza que envenena os poços da participação e restringe os espaços do profissionalismo, humilhando assim o mérito de quem trabalha e produz: a tudo isso é preciso responder com uma nova visão da vida e da sociedade.
Todos estes pobres – como gostava de dizer o Beato Paulo VI – pertencem à Igreja por «direito evangélico» (Discurso de abertura na II Sessão do Concílio Ecuménico Vaticano II, 29/IX/1963) e obrigam à opção fundamental por eles. Por isso, benditas as mãos que se abrem para acolher os pobres e socorrê-los: são mãos que levam esperança. Benditas as mãos que superam toda a barreira de cultura, religião e nacionalidade, derramando óleo de consolação nas chagas da humanidade. Benditas as mãos que se abrem sem pedir nada em troca, sem «se» nem «mas», nem «talvez»: são mãos que fazem descer sobre os irmãos a bênção de Deus.
6. No termo do Jubileu da Misericórdia, quis oferecer à Igreja o Dia Mundial dos Pobres, para que as comunidades cristãs se tornem, em todo o mundo, cada vez mais e melhor sinal concreto da caridade de Cristo pelos últimos e os mais carenciados. Quero que, aos outros Dias Mundiais instituídos pelos meus Antecessores e sendo já tradição na vida das nossas comunidades, se acrescente este, que completa o conjunto de tais Dias com um elemento requintadamente evangélico, isto é, a predileção de Jesus pelos pobres.
Convido a Igreja inteira e os homens e mulheres de boa vontade a fixar o olhar, neste dia, em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade. São nossos irmãos e irmãs, criados e amados pelo único Pai celeste. Este Dia pretende estimular, em primeiro lugar, os crentes, para que reajam à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro. Ao mesmo tempo, o convite é dirigido a todos, independentemente da sua pertença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade. Deus criou o céu e a terra para todos; foram os homens que, infelizmente, ergueram fronteiras, muros e recintos, traindo o dom originário destinado à humanidade sem qualquer exclusão.
7. Desejo que, na semana anterior ao Dia Mundial dos Pobres – que este ano será no dia 19 de novembro, XXXIII domingo do Tempo Comum –, as comunidades cristãs se empenhem na criação de muitos momentos de encontro e amizade, de solidariedade e ajuda concreta. Poderão ainda convidar os pobres e os voluntários para participarem, juntos, na Eucaristia deste domingo, de modo que, no domingo seguinte, a celebração da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo resulte ainda mais autêntica. Na verdade, a realeza de Cristo aparece em todo o seu significado precisamente no Gólgota, quando o Inocente, pregado na cruz, pobre, nu e privado de tudo, encarna e revela a plenitude do amor de Deus. O seu completo abandono ao Pai, ao mesmo tempo que exprime a sua pobreza total, torna evidente a força deste Amor, que O ressuscita para uma vida nova no dia de Páscoa.
Neste domingo, se viverem no nosso bairro pobres que buscam proteção e ajuda, aproximemo-nos deles: será um momento propício para encontrar o Deus que buscamos. Como ensina a Sagrada Escritura (cf. Gn 18, 3-5; Heb 13, 2), acolhamo-los como hóspedes privilegiados à nossa mesa; poderão ser mestres, que nos ajudam a viver de maneira mais coerente a fé. Com a sua confiança e a disponibilidade para aceitar ajuda, mostram-nos, de forma sóbria e muitas vezes feliz, como é decisivo vivermos do essencial e abandonarmo-nos à providência do Pai.
8. Na base das múltiplas iniciativas concretas que se poderão realizar neste Dia, esteja sempre a oração. Não esqueçamos que o Pai Nosso é a oração dos pobres. De facto, o pedido do pão exprime o abandono a Deus nas necessidades primárias da nossa vida. Tudo o que Jesus nos ensinou com esta oração exprime e recolhe o grito de quem sofre pela precariedade da existência e a falta do necessário. Aos discípulos que Lhe pediam para os ensinar a rezar, Jesus respondeu com as palavras dos pobres que se dirigem ao único Pai, em quem todos se reconhecem como irmãos. O Pai Nosso é uma oração que se exprime no plural: o pão que se pede é «nosso», e isto implica partilha, comparticipação e responsabilidade comum. Nesta oração, todos reconhecemos a exigência de superar qualquer forma de egoísmo, para termos acesso à alegria do acolhimento recíproco.

9. Aos irmãos bispos, aos sacerdotes, aos diáconos – que, por vocação, têm a missão de apoiar os pobres –, às pessoas consagradas, às associações, aos movimentos e ao vasto mundo do voluntariado, peço que se comprometam para que, com este Dia Mundial dos Pobres, se instaure uma tradição que seja contribuição concreta para a evangelização no mundo contemporâneo.
Que este novo Dia Mundial se torne, pois, um forte apelo à nossa consciência crente, para ficarmos cada vez mais convictos de que partilhar com os pobres permite-nos compreender o Evangelho na sua verdade mais profunda. Os pobres não são um problema: são um recurso de que lançar mão para acolher e viver a essência do Evangelho.

Vaticano, Memória de Santo António de Lisboa,
13 de Junho de 2017.
Franciscus

Fonte: http://pt.radiovaticana.va



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