Dados históricos da Diocese de São Miguel Paulista ~ Missão Nova Visão ♫ Web Rádio Católica

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dados históricos da
Diocese de São Miguel Paulista

A diocese de São Miguel Paulista foi criada pelo Santo Padre o Papa João Paulo II, com a Bula “Constat Metropolitanam Ecclesiam”, de 15 de março de 1989, com território desmembrado integralmente da Arquidiocese de São Paulo. A instalação da Diocese e posse de seu primeiro bispo diocesano, Dom Fernando Legal, SDB, aconteceram no dia 28 de maio de 1989. Dom Fernando pastoreou a Diocese de São Miguel Paulista até o dia 02 de março de 2008 quando tomou posse o segundo  bispo diocesano Dom Manuel Parrado Carral.
Situada no extremo leste da cidade de São Paulo, a Diocese limita-se com a Arquidiocese de São Paulo e as Dioceses de Guarulhos e de Mogi das Cruzes. É a menor diocese territorial do Brasil, com aproximadamente 200 Km2. Sua população chega a 3 milhões de habitantes, sendo considerada pela ONU como a região com maior densidade demográfica do planeta.
Seu território está, eclesiasticamente, dividido em três regiões episcopais: Itaquera/Guaianases, Penha, São Miguel e catorze setores pastorais: A .E. Carvalho, Cidade Tiradentes, Itaquera, Guaianases, Artur Alvim, Cangaíba, Cidade Líder, Vila Esperança, Ermelino Matarazzo, Itaim Paulista, Jardim Helena, Silva Telles, Ponte Rasa e São Miguel.
A Catedral de São Miguel Arcanjo começou a ser construída em 1950 sendo inaugurada em 22 de agosto de 1965 e consagrada pelo núncio apostólico no Brasil, Dom Carlo Furno, em 31 de maio de 1992.
Dentre os diversos bairros que formam a Diocese de São Miguel Paulista dois merecem ser mencionados mais detalhadamente, pela importância que têm na história do município de São Paulo: São Miguel Paulista e Penha de França.

São Miguel Paulista – Sede da Diocese

Muitos bairros da cidade de São Paulo surgiram da transformação de aldeamentos indígenas em povoados de colonos. Não se sabe ao certo a data da fundação da aldeia indígena que deu origem ao bairro de São Miguel Paulista. Documentos, hoje existentes, relacionam sua fundação com a extinção da Vila de Santo André da Borda do Campo em 1560 e a transferência dos colonos que ali moravam para a Vila de São Paulo de Piratininga.
Os índios Guaianases que habitavam a Vila de São Paulo, junto aos jesuítas, receberam com temor essa transferência de colonos e, parte deles, resolveu migrar e alguns procuraram uma região nas proximidades das nascentes do rio Tietê por eles denominado de Ururaí e aí construíram uma aldeia.
Anchieta não perdeu o contato com esses indígenas e fundou na aldeia de Ururaí, primeiro nome do futuro bairro de São Miguel, uma pequena capela dedicada a São Miguel Arcanjo.
Portanto, a origem do nome São Miguel deve-se ao beato José de Anchieta que ajudou a organizar o povoado. São Miguel era o santo de invocação de Anchieta e essa sua devoção era bem aceita pelos indígenas.
Como os indígenas deslocavam-se constantemente em busca de alimentos, os jesuítas procuravam inicia-los em atividades agrícolas. No final do século XVI os Guaianases cultivavam lavouras ao redor da igreja dedicada a São Miguel e, na medida em que iam obtendo os alimentos necessários, o povoado ia crescendo com a vinda de indígenas convertidos e colonos brancos.
Começa a correr a notícia de que há ouro na região. Com isso, os índios começam a perder suas terras para os colonos brancos. Os índios começam a ser escravizados para o trabalho na agricultura. Os negros africanos só chegaram mais tarde.
Consta que, entre 1620 e 1622, houve a reconstrução da capela de São Miguel que, devido a péssima qualidade da construção, estava em ruínas e precisava ser ampliada. Após a reconstrução provavelmente no mesmo lugar, a capela tornou-se símbolo da arquitetura jesuíta colonial. A reforma é devida ao Pe. João Álvares Munhoz e a Fernão Munhoz. Ela é considerada a igreja mais antiga do Estado de São Paulo dentre as ainda existentes.
São Miguel Paulista progrediu lentamente até o fim do século XVIII, quando experimentou uma certa estagnação econômica devido ao esgotamento do solo. O transporte dava-se por barcos, via rio Tietê, e por trilhas de bois que, devido ser um transporte muito lento, favoreceu o aparecimento de várias pousadas de tropeiros. Essas estradas foram de grande importância no povoamento rural e propiciou uma certa aglomeração em torno de algumas pousadas.
Em 1875, é inaugurada a Estrada de Ferro Central do Brasil mas ela não beneficiou de imediato a região. Somente em 1932 o ramal variante da ferrovia vai interligar o bairro.
A partir do século XX, com o desenvolvimento da economia cafeeira, São Miguel Paulista torna-se um importante fornecedor de madeira e lenha, extraídas de sua mata, e desenvolve a atividade das olarias, pois possuía matéria prima para a fabricação dos tijolos nas margens do rio Tietê.
Em 1935, instala-se no bairro a Companhia Nitro-Química. Com ela o bairro começa a mudar de perfil: surgem as vilas operárias e trabalhadores de todo o país, principalmente do nordeste, dirigem-se para São Miguel Paulista. A partir da década de 50, diversos loteamentos populares espalham-se pela região. Há um rápido crescimento demográfico que acontece de forma não planejada, originando-se daí diversos problemas urbanos.

Penha de França

O bairro da Penha de França tem sua origem ligada à existência de São Miguel Paulista, Tatuapé e Guarulhos, por ter sido uma região de passagem. Na primeira metade do século XVII, surgem os primeiros povoados brancos com tradição bandeirante que lá se fixaram por ser a Penha vizinha de aldeamentos já consolidados e por situar-se numa agradável colina às margens do rio Tietê. Ali faziam pouso os viajantes que iam rumo ao Rio de Janeiro, os paulistas que seguiam para as minas das Gerais.
A tradição popular atribui a origem do bairro a uma lenda conhecida como “estória do francês”: Vejamos como ela é narrada oficialmente: “Diz uma tradição popular que um devoto francês viajando de São Paulo ao Rio, levou consigo uma imagem da Virgem, que trouxera de sua pátria. De caminho pernoitou na Penha. Ao raiar do dia pôs-se a partir com toda a sua bagagem. Mas qual não foi o seu espanto quando, à noite, deu pela falta da sua imagem. Voltou incontinenti em procura do seu tesouro e encontrou-o no alto da colina, de onde pernoitara na véspera; tomou-a e continuou a viagem. Ao cair da tarde entristeceu-se ao notar a ausência da imagem; retornou novamente e verificou que a imagem se encontrava no mesmo lugar da véspera. Homem de fé profunda reconheceu, nesse fato, que a Virgem escolhera a Penha para o seu trono e morada. Construiu-lhe uma pequena capela no lugar escolhido pela mãe de Deus. A notícia correu e o povo, aos poucos, começou a venerar a imagem miraculosa, e paulatinamente o bairro começou a popular-se, de sorte que em 1796 a Penha pode ser levada à categoria de paróquia, desmembrada da Freguesia da Sé”.
Em 1668, a antiga e tosca capela foi ampliada graças aos esforços de dois padres irmãos: Mateus e Jacinto Nunes Siqueira que forneceram os meios materiais para que a reforma se concretizasse. Esses dois padres eram devotos de Nossa Senhora da Penha, que teve a sua veneração em São Paulo difundida por franciscanos e beneditinos desde 1639.
No decorrer do século XVIII o povoado foi se consolidando e se integrando à vida da cidade de São Paulo, por dois motivos principais: primeiro, porque em 1725, foi construída a estrada que ligava São Paulo ao Rio de Janeiro, então a principal cidade do país, e segundo, pela devoção a Nossa Senhora da Penha, que sempre era invocada por todos os paulistanos em momentos difíceis, como nas epidemias de varíola. A imagem da Virgem foi várias vezes levada em procissão ao centro da cidade, principalmente nos períodos de tribulação.
O século XIX chega com tranqüilidade. No início do século a irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos fixa-se na Penha. Com o fim do século XIX, cada vez mais o bairro integra-se à cidade a medida em que os meios de transporte vão se desenvolvendo. Com a chegada do século XX a linha dos bondes, na época um símbolo da vida moderna, chega à Penha de França e, aos poucos, o bairro foi se tornando um bairro de operários que cresceu com os novos loteamentos.

Outros bairros

O Bairro de Itaquera data de 1688 quando as margens do rio Itaquera foram dadas a Simão Fernandes Ramalho pela municipalidade. Já o povoamento de Lajeado, atual bairro de Guaianases, era mencionado como aldeia em 1802, local de pousadas de viajantes. Itaquera, por longo tempo, deve ter se mantido estagnado, mas, juntamente com Guaianases, começa a se consolidar com a construção da estrada de ferro. Vários emigrantes europeus começam a fixar-se na região, e a partir da década de 20 , do século passado, chegaram os primeiros japoneses. Nesta época houve um grande empreendimento na região, feito pela companhia comercial, pastoril e agrícola. No mesmo empreendimento foram loteadas a Vila Carmosina – hoje considerada como o centro de Itaquera, que foi destinada ao uso residencial urbano – e a “Colônia Japonesa” – loteamento destinado às atividades agrícolas e povoada por japoneses.

A área residencial ganhou importância com as olarias e a extração de pedras. A área agrícola se desenvolveu de tal forma que chegou a ser o maior produtor de pêssego da América Latina.
Hoje a região quase não apresenta propriedades agrícolas pois, estão sendo substituídas por indústrias de pequeno e médio porte. Atualmente, grande parte da área de Itaquera e Guaianases está urbanizada. A ocupação deu-se principalmente nos terrenos que ficam às margens da estrada de ferro e, a partir de 1980, deu-se um brutal crescimento populacional na região com a construção dos conjuntos habitacionais, conhecidos como COHAB’s.
Digna de nota é a existência da Igreja matriz de Itaquera, dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Ela foi construída em 1928, sobre uma colina entre os rios Jacu e Verde. Com a sua construção a Vila Carmosina passa a ser considerada como centro mais importante da região, ao em vez de Vila Santana, localizada do outro lado da estrada de ferro e que foi o centro original de Itaquera.
O bairro de Cangaíba, em meados do século XVII, fazia parte do povoado de São Miguel Paulista. Depois foi desmembrado para integrar o território da Penha de França, tornando-se sub-distrito em 1964.
O bairro de Ermelino Matarazzo localiza-se na maior parte da antiga paragem de Jaguaporeruba, na várzea do rio Tietê. Já era um povoado considerável na metade do século XVII. Em 1941 é instalada no bairro uma das fábricas do grupo Matarazzo.
O bairro do Itaim Paulista era chamado anteriormente de Biacica e remonta a 1610. Consta que em 1621, essas terras pertenciam aos padres Carmelitas, estando documentado que em 1682 já existia no local uma capela em honra a Nossa Senhora de Biacica, que não existe mais. Com a estagnação econômica do século XVIII a Ordem se desinteressou por essas terras e acabou por perde-las.
O bairro da Ponte Rasa, foi assim denominado porque em 1924 ao ser construída a estrada São Paulo – Jacareí, foi construída sobre o rio que passava no local uma pequena ponte que apresentou problemas técnicos. Quando chovia, era quase impossível passar pela ponte, daí a denominação de “Ponte Rasa”.
Esse breve histórico nos permite perceber que os bairros da Zona Leste que se localizam após o rio Aricanduva e que formam a Diocese de São Miguel Paulista tem origem histórica comum, em que a presença e a ação da Igreja Católica Apostólica Romana são marcantes como força dinamizadora.

 

Equipe Web Rádio Nova Visão

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